terça-feira, 1 de junho de 2010

esse DON'T


Eu sinceramente nem me lembro como fui parar nesse site, estava procurando algo na internet... quando vi o nome do site e achei interessante http://www.dontdatehimgirl.com/ Basicamente, é um site onde você pode ver se o cara com quem está saindo já está marcado por alguém como canalha. Você pode colocar a foto do safado que te enganou e compartilhar sua história lá. Bem, como uma das lutas (ou não lutas) que vou travar agora é o empoderamento feminino, achei que o site que é uma boa porque dá dicas de como namorar melhor para conseguir o que quer... e não conseguir o que não quer....unfortunelly, in English, é é sim, meio conservador puritano norte-americano..... mas é o caminho do empoderamento..... se tudo é crença mesmo, por que não construir uma crença baseada no consenso sobreposto que ter um marido é melhor que ter um zé ruela que te usa? (Rawls? Chega minha aula de Rawls para que eu te entenda melhor)

sábado, 15 de maio de 2010

Dança, brinca, ri, pula, ama tua mulher, cuida da criança que segura a tua mão, toma banho e mantém a sua cabeça lavada


Eu nunca mais me esqueci dessas palavras da Epopéia de Gilgamesh. Eu não me especializei em História do Oriente, mas isso ficou gravado em mim. A moral é muito boa, é a história de toda humanidade, do que o homem faz enquanto vive: corre em busca de um projeto e esse correr vira ambição, então começa a andar cansado, abatido, até quando acha que conseguiu, não conseguiu não. Quem conhece o final da história, sabe do que eu estou falando. E o verdadeiro destino dos homens era tão bom: dança, brinca, ri...

sábado, 1 de maio de 2010

As pessoas que amamos que disseram as coisas mais estúpidas


"Os espanhóis estão completamente degenerados. Mas, ainda assim, diante de um espanhol degenerado, um mexicano constitui um ideal. Todos os vícios, a fanfarronice, a bravata e o dom-quixotismo dos espanhóis elevados à terceira potência, mas, de nenhuma maneira, com a solidez que esses possuem".

terça-feira, 27 de abril de 2010

Social theory of international politics


Que tipo de pessoa você é? É do tipo que crê que é o interesse que move o mundo? Que em todas as relações, seja entre países ou homem e mulher, existe poder? E se alguém não consegue enxergar isso é, desde logo, um dominado. Por que os Estados Unidos fazem o que fazem? Porque eles podem. Por que um homem bate numa mulher? Só quando pode. Se ela fosse mais forte, mais rica, mais inteligente, acho que isso não aconteceria. Você pode, ao contrário, pensar diferente e sim, há aqueles seres desprezíveis que se comportam dessa maneira, mas não crê que esse seja o comportamento de toda a gente porque esse não é o seu comportamento. Você olha em volta e vê as pessoas cooperando, como para salvar o planeta, proteger as crianças essas pessoas têm idéias que as fazem agir nesse sentido, são boas pessoas. Preste atenção! Não se trata de falar em pessimista ou otimista, mas sim de realismo ou liberalismo, porque o realista clássico vai te dizer assim: se ajuda alguém é porque isso te convém e.... não é? Se não o ajudasse, ele faria uma revolução, ou ficaria extinto o que seria pior pra você... E o liberal, o que diz? - Ai, absolutamente não crê que possa existir moral? Mas nem só de preto e branco, vive o mundo das relações internacionais... Você pode continuar crendo que no fim quem manda é o dinheiro, as forças materiais, mas isso não está mais nas mãos das pessoas, está aí tão difundido pelo mundo, está imbricado nas estruturas, tipo FMI, OIT, aquelas coisas que você não vê, mas que mandam no mundo ...Ou você pode achar que, no limite, quem manda, quem de fato organiza o que se vai fazer com as forças materiais são as idéias, primeiro você pensa.. não.. nesse outro tipo para entender as relações, você não mais pensa, as crenças já estão tão compartilhadas por toda a gente que é difícil até de contestar (ou não). Por exemplo, Brasil é Brasil porque a comunidade internacional aceita o Brasil como Brasil, right? Mas não fazem o mesmo com a Palestina. Por quê? Não interessa o que pense sobre isso, é tudo construído mesmo. Social Theory of international politics, de Alexander Wendt, ensina que você pode separar qualquer teoria social não só as relações internacionais, no esquema acima: ou ela é individualista e materialista (foco no indivíduo e nas forças materiais), primeiro exemplo; ou individualista e idealista (foco ainda nas pessoas só que nas idéias agora), segundo exemplo; ou holista e materialista (foco no todo e nas forças materiais), terceiro exemplo; ou holista e idealista (foco no todo e nas idéias). Dá para pensar várias coisas que as teorias sociais querem explicar e depois ir encaixando tipo.. pobreza é culpa do individuo ou da sociedade de acordo com tal teoria, e aí o que a gente faz tipo dá um emprego ou ensina a pensar diferente... tipo O Segredo,,,, visualize o emprego, crê-se capaz....

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Operadores goodmanianos in my life

Já que eu não sou filósofa mesmo, eu posso falar do Goodman como bem entender (acho). Pois bem, o Goodman meio que foi um dos filósofos mais importantes do século passado (só me disseram, não sei exatamente porquê) e isso está ligado basicamente a filosofia da linguagem. A idéia principal é não existem um mundo, mas só representações de mundo. E do que são feitos os mundos? De outros mundos. Mas como é que vai se diferenciando um mundo do outro? Atráves dos operadores identificados por ele que são cinco: composição ou decomposição, relevância, ordenamento, supressão e deformação. O que achei mais fácil pra entender como isso funciona na prática foi com o artigo do professor Renato Lessa sobre a Constituição de 88. Já notaram como na CF os direitos fundamentais aparecem primeiro do que todas as outras coisas? Não aparece no meio, nem no fim. É em primeiro e há uma razão para isso. A partir daí, todo o resto da CF esteve subordinado ou se ligando aos direitos fundamentais. No caso da CF, o operador goodmaniano do ordenamento foi o mais utilizado, deu o tom da CF, e o tom do mundo, o modo como o mundo (ou o Brasil) deve ser. Beautiful, isnt it? - Beijo me lyga Lessa, adorei as aulas -. Agora, voltando a minha vida, ou a vida de cada um, todo mundo organiza sua vida assim, com os operadores goodmanianos, passar a crer e a viver no mundo que cria com os tais operadores. Por exemplo, eu tinha uma frase que era: primeiro, eu como, durmo, faço pilates, posto no blog e aí vou aos compromissos (ordenamento). A supressão é fácil é como quando você deleta uma paixão antiga para dar lugar a uma nova, joga roupa fora para abrir espaço no guarda-roupa. A composição acho que é quando você adiciona uma coisa nova a sua vida, por exemplo, nos últimos tempos, foi o meu interesse por make up. Deformação talvez seja o sincretismo religioso que vivemos, coisa e tal. Mas, o que interessa afinal pra mim é alguns mundos são melhores que outros? Na minha opinião são sim, porque por mais que se sofra sempre de algum modo, é melhor viver numa família estável, com apoio e carinho do que não, né? Como a história da democracia: tem falhas? Tem, mas vai ser mulher então no Irã! Então, voltando, alguns mundos são melhores. Ponto. Como sair dos piores para os melhores? Por exemplo, se eu durmisse menos, se comesse menos, se todo mundo não assistisse ao BBB, a vida estaria melhor? Sim. Acho isso tudo tão holístico. Enfim, passando a luta-de-classes agora, pode-se melhorar a vida das pessoas sem precisar passar por uma transformação econômica na vida das pessoas? Sim, mas no limite, não porque todo mundo ainda precisa comer e comer bem, e tudo o mais também custa dinheiro. Mas, também desconfio que não é só isso, porque em certas ocasiões, é mais importante suprimir um comportamento como o desperdício, acrescentar um outro como higiene, colocar na ordem: dinheiro para educação dos filhos, casa, alimentação, só em último gastar com cerveja... Anyway, essa era a minha visão do Goodman.....Eu não sei porquê mas quando digo essas coisas, por mais que acredite nelas, me sinto compactuando com a explicação capitalista do mundo, tipo: seja otimista e o seu sistema imunológico vai aumentar (vai por mim, só com Centrum), ai, parece tão babaquice, cadê um estuturalista, agora, quando se precisa de um?

domingo, 4 de abril de 2010

Empoderamento feminino


Ó que frase bonita: "Graças ao grupo feminino, ela consegue não se preocupar com os rapazes, ter um comportamento não-conformista e provocativo, e lutar por uma carreira artística". (Bettina Fritzsche) Desculpa se não faço a citação como se deve, mas aqui está o link para ler o artigo da onde tirei a frase. Enfim, o artigo é para saber se o grupo Spice Girls pode ser encarado mesmo como algo que empodera as mulheres. As mulheres ficam mais auto-confiantes mesmo? Vão mais longe? Agora, só consigo lembrar da Victoria Beckham no pôster que tinha em casa quando ela nem era Beckham e ela era tipo uns 10 quilos a mais, só que isso não significava que era gorda. Lembro também da música: if you wanna be my lover, you gotta get my friends, ai, como a gente não vê a hora de mostrar o bofe para as amigas, né? Mas, isso é de verdade o melhor a fazer ou pura vaidade? Achei o artigo depois de ler um outro sobre a Heloneida Studart também na Revista Estudos Feministas. Alguém imagina algum grupo pop com garotas com esse corpo atualmente? A diferença é sutil, mas notem que não há os músculos definidos do pilates, da drenagem linfática e da medicina ortomolecular.....

quinta-feira, 4 de março de 2010

Take Off! (Decole!)


Pra que a história serve? Qual a real aplicabilidade da história para se desenvolver a sociedade? Não repetir os erros do passado? Dãaaa....mentirinha. Acho que a primeira vez que seriamente começaram a se utilizar da história na nossa sociedade foi com o caso da Revolução Industrial. Depois que a Europa e os Estados Unidos se industrializaram, ainda sobrou a América Latina, a Ásia e África lá plantando e colhendo....E então, os governantes do mundo inteiro pensaram: Vamos ajudar! Vamos fazê-los desenvolvidos! Vê-los crescerem! Então, começaram os estudos sobre o que faz um país se industrializar. Foram estudar a Revolução Industrial na Inglaterra e descobriram o que teve que acontecer primeiro. Descobriu-se que para que o país desse o seu take off (decole), eram necessários três coisas: que o que se produzisse no campo alimentasse as pessoas do campo e as da cidade, daí quem ficasse na cidade iria trabalhar na indústria; que o país conhecesse uma inovação tecnológica, como é que vai virar indústria, se não tem máquina, né? e finalmente, que tivesse muita gente vivendo nesse país. Não podia ter só duas dessas três. Eram as três ou não tinha take off. Senão continuaria a ser uma sociedade agrícola. Pois bem, recentemente, mas já no campo das relações internacionais, eu vi algo (não li ainda) sobre um livro que argumentava que onde os direitos das mulheres eram maiores, não surgiam grupos terroristas. Em resumo, a idéia era desenvolvam os direitos das mulheres porque é uma questão de segurança em escala global. Onde eles existem, não existem terroristas.

Daí, pensei em algo do tipo para ser usado pela nossa segurança pública para pôr fim aos marginais que tem por aí. Aposto que daria certo, porque antes de serem qualquer coisa, foram crianças e fosse a mãe, avó ou tia, sempre houve uma mulher por perto que poderia ter dado o exemplo de educação e não estou falando que ela com certeza não deu, mas, eu não sei, acho que falta uma boa dose de auto-estima em algumas mulheres e isso gera revolta por parte das crianças que convivem com elas. Com a auto-estima elevada, creio que é impossível machucar a si e também ao outro. Então, bóra valorizar a auto-estima da mulher. Minhas 5 dicas de hoje são:


1) Tenha em mente, você NÃO é uma 'mulher objeto de cama e mesa' (pense nisso, com um risco, como no título do blog)

2) Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Fazer as coisas certas ajuda a sentir orgulho de si mesma e a recompensa virá em breve e será grande, mesmo que aparentemente, você não perceba logo.

3) Pare de se comparar. Principalmente, com outras mulheres. Vocês não tem que competir tanto. Está aonde por acaso? Num ringue de lama?

4) Ou lápis de olho, ou batom, ou blush, ou os três, mas never saia de casa sem nada. Se rolar um tempinho, unha bonita é tudo de bom.

5) Foco. Faça seu próprio mundo acontecer. Quem são e quais são as coisas para as quais você liga? Foco nelas. Senta. Pensa. Tudo começa assim.